Sare Havlicek

Ainda no rescaldo do lançamento do seu segundo disco, Escape Machine, Sare Havlicek trocou palavras com o Opus Sound para falar da sua música. Leiam a entrevista!

Simian Mobile Disco

Unpatterns, o novo disco dos SMD, traz consigo uma sonoridade familiar mas, simultaneamente, empenhada em assumir um novo fôlego . Qual será o veredito do Opus Sound? Leiam a crítica.

Goldroom

A cada faixa que passa, acreditamos que Goldroom é ouro de 24 quilates. Fifteen é mais uma prova.

Session Victim

Uma casa assombrada. Um duo alemão que injeta groove no house. Uma crítica pelo Opus Sound.

Chromatics

O novo disco dos Chromatics chama-se Killing For Love e traz de volta as lúgubres paisagens eletrónicas de Johnny Jewel e companhia.

The Sound of Arrows


Os fantásticos The Sound of Arrows têm um novo vídeo, desta vez para Conquest, uma das faixas mais emocionantes do seu primeiro disco, Voyage. Bom, a verdade é que todo o álbum é bastante maravilhoso...!
A faixa vem carregada de sintetizadores e o vídeo de uma mística inspirada num ambiente retrofuturista. Vale a pena assistir e deixar-se apaixonar por este duo sueco.

Session Victim

Os berlinenses Session Victim nunca foram um duo que apontasse ao estrelato, preferindo manter-se no underground da cena musical. Mas as coisas parecem estar prestes a mudar com The Haunted House of House, um disco apontado ao corpo em que  Hauke Freer e Matthias Reiling quebram as barreiras entre o house, o funk e o nu-disco e criam uma mistura que é muito mais que a simples soma de todas as suas partes.
Lançado pela editora Dellusions of Grandeur, que acolhe artistas com tendências musicais muito semelhantes, o duo expressa-se de forma ligeira na composição das estruturas rítmicas, explorando os meandros da repetição sem nunca deixar de soarem frescos. Ao longo de onze faixas (que foram lançadas gradualmente em 3 mini-discos e são agora compiladas), os Sessiom Victim arrebatam-nos com batidas sedutoras, basslines abissais e samples vaporosos.
Dark Siena começa o disco com funk bem esgalhado que espirala num passo lento e que bem podia ser usada como banda sonora para um filme de espiões dos anos 70. Embora menos interssante, Alpine Glow poderia facilmente acompanhá-la, apostando, todavia, no dedilhar das cordas de uma guitarra elétrica gingona. Zoinks é mais orientada para a pista de dança, mostrando que o duo está tanto à vontade na vossa sala de estar como na discoteca. Enformada em moldes house subliminares, o tema consegue evocar uma vasta gama de sensações intimistas graças aos seus ritmos lânguidos. Push Come to Shove acrescenta negrume a esta fórmula e há aqui alguns efeitos fantasmagóricos que flutuam, agoirentos, por cima das nossas cabeças dançantes. É um tema bastante mexido, mas possui uma atmosfera invulgar.
The Haunted House é um dos temas mais mexidos, um groove bem polido que projeta a pista de dança para alturas estratosféricas, enquanto que o deep-house de Cow Palace se foca em ritmos sinuosos e projetados para fluir no nosso corpo como uma segunda pele. E o single que fez imenso sucesso anteriormente e apontou os holofotes sobre a cabeça dos Session Victim, Good Intentions, aparece aqui numa versão modificada para o álbum.
Há faixas menos interessantes. Bison é demasiado retro para seu próprio bem e Light Scent of Decay soa a improvisação e experimentação ao longo dos seus quase dez minutos, rodando sobre si mesma sem nunca nos levar a lado nenhum. E F.I.N.E. é o maior ovni do disco, com uma absurda viagem aos reinos do hip-hop.
Por fim, Flying Visit, encerra o disco com nuances veraneantes e esquemas baleáricos que imbuem de onirismo e espiritualidade as últimas notas de um disco que, quase sempre, se centra no corpo e no orgânico. Como cartão de visita para a sua música, os Session Victim têm em The Haunted House of House um expressivo sucesso. Dá vontade de explorar a sua casa assombrada, mesmo que os "fantasmas" sejam, afinal, corpos suados e inebriados pelo poder da sensual música deste duo.

CLASSIFICAÇÃO: 7/10

Donna Summer


Infelizmente, há vozes que partem demasiado cedo. A de Donna Summer, com 63 anos de idade, é uma delas. A cantora não resistiu à batalha contra o cancro que já travava algum tempo. Para trás, fica um novo disco que nunca terminou e um legado seminal. O seu trabalho com Giorgio Moroder trouxe-nos clássicos do discocomo Love to Love You Baby e I Feel Loved.
O Opus Sound, presta aqui uma homenagem à cantora.



Young Galaxy


Os Young Galaxy estão a preparar-se para irem trabalhar com Dan Lissvik (metade do grupo Studio) no seu quarto disco de originais. Como sabemos, o grupo trabalhou com o produtor sueco aquando do fabuloso terceiro disco, Shapeshifting, mas de um modo peculiar: nunca se encontraram e fizeram todas as comunicações via Skype. Mas agora, a banda pretende viajar até ao estúdio de Lissvik.
Para tal, estão a pedir contribuições que os ajudem a subsidiar a viagem. Podem ler tudo aqui e decidir se querem ajudar. Há ofertas originais para quem ajudar mais: desde cópias assinadas do novo disco a t-shirts,  até a faixas que a banda irá compor propositadamente para vós e a possibilidade de a banda fazer um remix de uma das vossas faixas (caso sejam produtores de música).
Interessante, esta nova forma de marketing, que nos leva a pensar na globalização da música e na forma como a indústria musical está cada vez mais fora do baralho e a ver navios.

O Opus sound aproveita para vos relembrar da entrevista que realizou com os Young Galaxy há alguns meses. (Re)Leiam-na aqui. E façam download de dois remixes, um dos e outro pelos Young Galaxy.

BÓNUS: Young Galaxy - Cover Your Tracks (Midnight Surfer Remix)
               Johan Agebjörn & Le Prix - Watch the World Go By (Young Galaxy Remix)